« Continua a faltar vontade política e capacidade das autoridades para acabar com o tráfico »
Um jovem de 22 anos mostra um saquinho de 22 gramas de cocaína que cabe na palma da mão. « Esta droga chegou há dias à Guiné- Bissau, num avião clandestino » que aterrou numa das ilhas do país, diz.
Parte da carga terá sido depois dissimulada em canoas e transportada « discretamente » até ser distribuída por pequenos traficantes de Bissau como ele, que vive no bairro de Nova Sintra.
A droga esconde-se na amálgama de habitações de adobe e lata, no meio do pó, lixo e esgotos a céu aberto – a cinco minutos a pé da zona nobre da capital.
Cada grama de cocaína pode render-lhe entre 12.500 a 15.000 francos CFA — entre 19 a 23 euros, metade do que um guineense ganha num mês de trabalho, se ganhar.
Ou pode render mais ainda se for derretida para fazer pedrinhas de « crack », a cocaína cristalizada que se fuma.
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